terça-feira, 10 de abril de 2012

*MANUAL PARA MOTOCICLISTAS EM GERAL E EM VIAGENS EM GRUPO*

MANUAL PARA MOTOCICLISTAS EM GERAL E EM VIAGENS EM GRUPO
MOTOCICLISTA, VOCÊ FAZ A DIFERENÇA?

Entre um encontro e outro, é fácil encontrar figuras exóticas com visual totalmente diferente, marcando presença com suas possantes motocicletas. Algumas delas, também a caráter, cheia de penduricalhos, deste uma galinha de borracha pendurada na garupa até visores cobertos de adesivos.
Vestidos com blusões e calças de couro, mesmo num clima quente dos trópicos, serve para proteger de qualquer lesão numa possível queda. Mas esses motociclistas querem mais do que segurança... Carregados de bugigangas, como botons e artefatos de metal, bandanas e lenços amarrados, botas cheias de fivelas, o motociclista é diferente dos demais mortais...
Às vezes, isoladamente ou em Moto Clubes, investem nos trajes de gala, colocando o brasão nas roupas, e criando o que podemos chamar de fardas, para desfilar nas festividades se destacando dos outros grupos.
Essa é a diferença que demonstra o quanto o efeito visual é importante, para que o motociclista deixe sua marca nos eventos. E por detrás destes homens adultos, com seus brinquedos caros, existem pessoas comuns. Empresários, advogados, médicos, banqueiros, comerciantes, jornalistas, pais de família, que nos finais de semana liberam toda a sua paixão pelo prazer de viver em função de sua moto.
Nas estradas, são camaradas, irmãos que se unem para ajudar um ao outro, independente de qualquer Moto Clube. Neste meio, vemos a admiração dos motociclistas pelos companheiros que viajam de muito longe, trazidos pelas suas motos para participar do encontro, deixando de lado a fronteira de um preconceito que possa existir entre eles. Mas a questão é... Motociclista, você faz a diferença?
Nas estradas, é comum ver entre um vilarejo e outro, a admiração da população local pelas máquinas que passam ao som estridente dos motores, rasgando as estradas e deixando no imaginário das crianças, que fazem questão de acenar, uma visão de super-heróis.
Marcando, por apenas alguns minutos, tempo suficiente para o último da fileira sair da área urbana, a sensação de beleza e força. Neste momento nada mais ficou para trás. Apenas mais uma cidadezinha na estrada. Mais alguns quilômetros de viajem, mais nada....
O melhor para um motociclista é observar a natureza que esta sempre à sua volta. Mesmo no calor da caatinga, ou no frio de alguma serra, esta e a hora de reflexão para ele...um momento mágico e solitário.
Não creio que admirar a pobreza destes vilarejos possa ter algum sentido nestas viagens... afinal de contas, participar de campanhas e mais campanhas solidárias, organizadas nos encontros já e uma maneira de ajudar... Sem contar aquelas em que seu Moto Clube já participa, organizadas durante as reuniões semanais...
Mas nunca é demais lembrar que, neste país, vivemos uma guerra absurda contra a fome. Uma guerra onde não há vencedores, mas só derrotados. Há pouco tempo li a historia de um soldado, num país estrangeiro, que nas viagens para chegar ate ao front, encontrou varias crianças, marcadas pela pobreza que a guerra criou. O soldado, para amenizar a fome, deu todo o suprimento de chocolate e biscoito que recebia do exercito. Não era muito, mas foi o suficiente para ele ver nos olhos daquelas crianças um pouco de esperança.
Mesmo que aquele ato tenha sido em vão, porque não resolveria o problema da fome, ele lhes deu algo mais. A esperança de um mundo melhor. Ele fez a diferença, num momento em que nada mais fazia diferença para ele, um soldado, que estava ali para lutar e até morrer pelo ideal de seu País. Ser diferente, se vestir diferente, andar diferente, todo mundo consegue, e só querer... Mas fazer a diferença é algo incomum.
Pense nisso, da próxima vez em que estiver em sua moto nas estradas, passando por algumas destas cidadezinhas.
PILOTANDO
Vários são os tópicos que podemos discutir nesta página, mas escolhemos alguns que consideramos mais importantes, então vamos a eles:
FREADA:
Frear deve ser sempre uma atitude de extremo cuidado, não importa se você está lento ou rápido. O tipo de solo e a posição da moto (em pé ou inclinada) podem influenciar muito no resultado da freada. Frear um moto não é igual a frear uma bicicleta (freio traseiro), tenha sempre em mente que as leis da física estão presentes, e que não adianta você lembrar os seus tempos de criança quando lhe ensinaram a frear a bicicleta com a roda de trás. A moto é diferente, todo peso desloca para frente, impulsionando a moto a permanecer em movimento
(inércia dos corpos), portanto você deve frear 70% com a roda dianteira e 30% com a roda traseira, mas, cuidado para não alicatar o freio (bloquear a roda). A frenagem deve ser gradual e contínua, até a moto parar. Freie sempre em pé, evite frear em curva. Com a moto inclinada a chance de escorregar com a dianteira é grande, se pensar na traseira, esqueça. O resultado é pior. A moto atravessará e chicoteará a traseira impulsionando você para cima (chimada) e o tombo é certo. Reduza, se possível, pelo motor (freio motor) ajudando com os dois freios suavemente, qualquer movimento brusco com o guidom também poderá derrubá-lo. Prefira sempre frear antes das curvas e não nelas. O freio que pára a moto é o dianteiro.
SINALIZAR A FREADA:
Tenha sempre em mente que seu companheiro que vem atrás nunca sabe quando você vai frear até ver sua luz de freio acender, portanto, facilite. Sempre dê uma ou duas "beliscadas" no freio, antes de frear propriamente, isso poderá evitar um acidente.
FAIXA DIVISÓRIA DE PISTA:
Esta faixa que divide as pistas é sempre em alto relevo, por ter uma camada de tinta mais grossa, e andar sobre ela, às vezes, desgoverna a moto, portanto, sempre segure firme seu guidom quando estiver sobre ela. Se a pista estiver molhada, o cuidado sobre esta faixa deve ser muito maior, pois esta tinta, feita para brilhar a noite, é produzida com micro esferas de vidro, e o vidro molhado é altamente escorregadio, NUNCA TRACIONE a moto sobre estas faixas de marcação de pista. É possível que a moto dispare a rotação da roda traseira e, quando passar a faixa, ela certamente escorregará demais, causando uma queda.
FAROL NO ESPELHO:
Quando você estiver para ultrapassar um veículo, sempre que possível, coloque seu farol no espelho retrovisor dele, para facilitar a visão do motorista. Na maioria das vezes, quando ele lhe vê, dá uma "chegadinha" para a direita e facilita a ultrapassagem, senão for assim, pelo menos, ele sabe que você está ali e que logo lhe ultrapassará.
MANCHAS NO ASFALTO:
Tenha sempre atenção com manchas no asfalto, na maioria das vezes pode ser óleo ou consertos, que podem estar desnivelados com a pista. Em ambos os casos evite, pois, a chance de escorregar é sempre grande. Esteja sempre atento a cheiros fortes, especialmente de combustíveis, o diesel é extremamente escorregadio e, às vezes, um caminhão pode estar vazando, ou tenha tombado na pista, portanto cautela.
CABECEIRA DE PONTES:
Sempre que for entrar na cabeceira de uma ponte, ou sair dela, levante do banco, é normal o desnível, e isso pode provocar um salto e o descontrole da moto, se você estiver em pé nas pedaleiras, o impacto será menor. Outra razão para fazer isso é sua coluna, o impacto que a suspensão não for capaz de absorver, será repassado para seu corpo, mais exatamente para a coluna e, ao final de algumas horas de viajem, você se lembrará desta dica.
BURACOS:
Como enfrentá-los? Primeiro: evite-os. Quando não for possível, freie o que puder antes dele, NUNCA FREIE NO BURACO. A roda dianteira poderá trancar e catapultá-lo. Levante do banco e passe-o. Muitos buracos entortam o aro e, quando for pneu sem câmara, poderá esvaziar rapidamente, portanto cuidado.
ESTERÇAR:
Também chamado de contra-esterço. Muitos motociclistas não conhecem este termo, ou o seu resultado. Esterçar é dobrar um pouco o guidom ao contrário do sentido da curva. Parece loucura. Mas não é. Faça um teste: quando estiver andando em reta numa pista larga, empurre suave e lentamente o guidom para a esquerda, qual será o resultado? A princípio pensaremos que a moto irá para a esquerda, mas não. Ela irá para a direita. Este resultado deve-se, para não se alongar muito, ao deslocamento do centro de gravidade e da superfície de contato do pneu no chão, pelo efeito "giroscópio" (surge em velocidades superiores a 35 km/h, e se torna maior conforme a velocidade – trata-se de um fenômeno físico criado pelo movimento das rodas da moto, que tende a mantê-la em pé e em linha reta enquanto houver movimento e velocidade). Quando aplicamos isso em uma curva é uma delícia. A moto faz a curva com mais suavidade e leveza, sem escapar de frente, efeito comum nas motos pesadas.
Obs.: Quanto mais rápido você estiver, maior será o deslocamento, por isso faça com cuidado nas primeiras vezes. Para fazer isso em uma curva, ao começá-la, torça suavemente o guidom no sentido contrário ao da curva, e incline o corpo normalmente, como você sempre fez, verá que a moto inclinará mais facilmente para dentro da curva, na medida em que você esterçar mais, portanto, você poderá regular o raio de ação de sua curva esterçando mais ou menos. Se você estiver na curva, e quiser levantar a moto que está inclinada, basta diminuir o
esterçamento, para você levantar. Experimente. Mas com cuidado. Sua pilotagem vai mudar radicalmente, e para melhor.
PILOTANDO PREVENDO OS ERROS DOS OUTROS
Uma das melhores formas de evitar acidentes é prever os erros dos outros. Isso oferece tempo dos outros corrigirem o erro, ou você se adaptar a eles. Faça assim:
· Numa pista de mão dupla, ao receber um farol alto, não olhe para o outro veículo. Olhe para o centro da pista, para o resto, use sua visão periférica.
· Observe os olhos do outro motorista em seus espelhos retrovisores. Um motorista que olha atentamente para um espelho lateral indica que irá fazer a manobra para esse lado.
· Um veículos que se aproxima lateralmente do veículo à sua frente dá uma forte suspeita de que irá "fechá-lo", assim que houver uma brecha. Diminua a velocidade e dê essa brecha de forma controlada.
· Quando um veículo tenta adentrar em sua pista, mas fica aquela dúvida de que vai ou não, assuma o comando da situação. Diminua a velocidade e de piscas com seu farol, de forma que o outro motorista perceba que pode entrar.
· Um veículo cambaleando levemente, de um lado para outro, indica que o motorista está sonado ou bêbado. Afaste-se desse veículo.
· Nunca fique entre dois veículos mais pesados que o seu.
· Evite ficar à frente de um veículo mais pesado que o seu. Os freios de um veículo leve são mais ágeis que de que de um veículo pesado.
· Enfim, dirija sempre com atenção. Jamais pense que um veículo faz parte de você. O veículo é um equipamento, uma máquina que responde às leis da física, e muito mais forte e pesada que um ser humano.
VELOCIDADE DE CRUZEIRO
Assim que entrar na estrada, procure estabelecer uma velocidade de cruzeiro compatível com os limites legais da rodovia, possibilidades de desempenho de sua moto e sua própria habilidade. Nas motos de baixa cilindrada (e algumas de média cilindrada), a velocidade de cruzeiro não deve ser maior que 70% da sua velocidade máxima.
Nas motos maiores e mais potentes, o limite é o do bom senso, com atenção à sinalização de velocidade máxima permitida na rodovia. Qualquer moto acima de 500 CC roda muito bem dentro da faixa de 110 ou 120 km/h, as máximas na maioria das rodovias brasileiras.
Veja, e seja visto: esse lema de segurança também vale muito na estrada. A primeira medida é ligar o farol assim que sair de casa. Com o farol ligado, mesmo de dia, a visualização da moto fica muito mais fácil pelos motoristas que vão à frente. Fique atento também a veículos mais rápidos que possam estar se aproximando por trás.
Evite ficar nos ângulos “mortos” de visão – locais onde o motorista não consegue enxergar a moto, como atrás da carroceria de um caminhão, por exemplo. Uma maneira boa de saber se está ou não no ângulo morto de um veículo é observar se você está vendo a face (região dos olhos) do motorista. Se você não a estiver vendo, cuidado, ele também não pode te ver.
Algumas motos mais potentes, como as superesportivas e esportivas turismo, são capazes de acelerar e atingir grandes velocidades em poucos segundos. Com tal capacidade, as ultrapassagens podem ser feitas com maior segurança, utilizando-se espaços menores.
Porém, o piloto deve redobrar seus cuidados ao realizar a manobra, sinalizando com piscas e até com o farol, se necessário, pois os demais motoristas podem não perceber a aproximação rápida demais, mudando de faixa de repente, simplesmente por não ver a moto. Nunca ultrapasse pelo acostamento, e atenção redobrada quando houver necessidade de ultrapassagem pela direita em rodovia com mais de uma pista em cada sentido.
DESLOCAMENTO DE AR
Ao ultrapassar grandes veículos, como caminhões e ônibus, por exemplo, tome cuidado com o deslocamento de ar causado por eles e que podem desestabilizar a moto.
Atrás desses veículos, o turbilhão de ar tende a “puxar” a moto para próximo deles (efeito do vácuo). Na parte dianteira, o ar deslocado direciona-se para os lados, tendendo a “empurrar” a moto para a lateral. Para evitar tais incômodos, mantenha uma distância segura dos veículos durante a manobra de ultrapassagem (cinco metros, pelo menos). Muito cuidado com veículos transportando pedras, areia ou cargas soltas ou mal amarradas.
Em estradas simples, de mão dupla, o mesmo efeito do deslocamento de ar poderá também ser causado por grandes veículos que vêm em sentido contrário. Um forte golpe de ar pode atingir a moto lateralmente. Para evitar esse efeito, procure se manter mais à direita quando perceber a aproximação de caminhão ou ônibus.
Evite andar “colado” aos veículos que seguem à frente, especialmente caminhões e ônibus, que, além de lhe limitarem a visão para os obstáculos da pista, como os buracos, por exemplo, podem frear repentinamente (não esqueça o efeito do vácuo).
Muito cuidado ao entrar em postos de gasolina com calçamento feito em paralelepípedos, cimento, terra ou pedriscos. Muitas vezes, habituado a uma velocidade maior na estrada, o piloto entra no posto mais rápido do que deveria, sem dar conta das condições de aderência. Ao frear, para diminuir repentinamente a velocidade, pode derrapar e tomar um tombo “bobo” – mais comum do que se imagina.
Além disso, as chances de uma entrada de posto à beira de estrada ter acúmulo de óleo são muito grandes, pois nele param caminhões.
Caso perceba que irá atravessar uma mancha de óleo, procure manter-se na trajetória, com a moto mais “neutra” possível e “em pé”, acionando a embreagem e evitando tocar nos freios.
Algumas motos, que obrigam a uma posição de pilotagem mais esportiva, podem provocar dores lombares depois de determinado tempo de viagem. Por isso, recomenda-se paradas a cada 100/150 km rodados para descansar. Aproveite para fazer alongamentos na região dorsal, nas pernas e nos braços.
Guia da viagem de moto em grupo na estrada
1. Considerações preliminares
Andar em grupo não é muito fácil. Por isso desenvolvemos alguns códigos e posturas para facilitar as viagens. A seguir vamos descrever os sinais, códigos e atitudes que deverão ser tomadas por todos para facilitar a comunicação na estrada e o bom andamento e segurança do grupo.
O mais importante de tudo é cada um cuidar de quem está atrás. O uso do espelho retrovisor é fundamental – SEMPRE.
Fazendo isso você verá os sinais de pisca, e controlará a distância do motociclista que vem atrás. Se a moto de trás ficar com muita distância, convém você também reduzir para que o da frente faça o mesmo e o grupo permaneça unido.
É evidente que se for um caso isolado de “roda-presa” este deverá acompanhar a velocidade média do grupo, e não vice-versa. Salientamos que “roda-presa” não é moto que não desenvolve e sim o motociclista.
Tenha sempre em mente que o companheiro que vem atrás nunca sabe quando você vai frear até ver sua luz de freio acender, portanto facilite, sempre dê uma ou duas "beliscadas" no freio antes de frear propriamente, isso poderá evitar um acidente.
2. O Bonde, ou trem de viagem
Na estrada, as motos devem ocupar uma faixa da pista, alinhadas em duas filas indianas, paralelas e intercaladas, evitando-se o emparelhamento das motos. Cada motociclista deve sempre cuidar para estar em posição diagonal em relação ao imediatamente à sua frente – não deve tentar „corrigir‟ os erros dos outros. Se por qualquer razão a moto à sua frente mudar de lado, fazer o mesmo (sinalizando com o pisca-pisca) de modo a assegurar a formação alternada.
Um bonde NUNCA deve ser composto por mais que dez motos – é preferível montar dois bondes com cinco e seis motos ao invés de um com onze: um bonde com dez motos tem mais que cinqüenta metros de comprimento e quando se chega a esse tamanho:
·Fica difícil para o ferrolho ver o ponteiro e vice-versa.
·Fica muito difícil encontrar espaço para que o bonde todo faça ultrapassagens em bloco;
·Queremos manter o bonde unido e evitar que carros entrem no meio, mas não é razoável exigir que os motoristas se mantenham pacientemente ao longo de „paredes‟ de oitenta metros ou mais de comprimento. Em caso de quebra de um grupo em mais de um bonde o mais rápido
deve seguir primeiro – não adianta soltar o mais lento primeiro para que ele seja alcançado a meio caminho.
Cada motociclista deve assegurar que o da frente pode vê-lo pelo retrovisor – basta assegurar que você consegue ver o capacete do piloto no espelho da moto à frente. Atenção: estamos falando da moto que está diagonalmente à sua frente e não aquela diretamente em frente.
Se a velocidade aumenta (mais de 100-110 km/h), essa distância deve ser ampliada para proporcionar maior espaço de frenagem.
Em todo grupo temos o PONTEIRO, o FERROLHO e o MIOLO/MEIO:
Ponteiro – Vai à frente do grupo;
Ferrolho – Vai atrás do grupo;
Miolo/Meio – Todos que estão entre o ponteiro e o ferrolho.
O ponteiro e o ferrolho devem ser os motociclistas mais experientes do grupo. Além disso, a moto do ferrolho deve ter bom desempenho, para que ele possa ultrapassar o bonde e atingir rapidamente o ponteiro em caso de problemas.
O motociclista menos experiente e/ou a menor moto devem seguir diretamente atrás do ponteiro, e estabelecem os limites de grupo em termos de número de paradas e velocidade de cruzeiro.
O ponteiro deve ficar SEMPRE do lado esquerdo da faixa, para facilitar sua visão do bonde e das condições de tráfego da estrada. Em rodovias de três ou mais pistas, ocupar a segunda pista da direita para a esquerda: normalmente a pista da direita apresenta mais buracos e óleo causados pelos caminhões.
Em rodovias com duas pistas, manter-se na pista da direita, apesar dos problemas acima mencionados, neste caso é a pista mais segura.
3. O Ponteiro
·Define os caminhos e velocidade do bonde. Deve conhecer o percurso a ser seguido ou ter estudado cuidadosamente o mapa para poder orientar o bonde.
·Dosa a velocidade geral e mantém o agrupamento.
·Sinaliza com antecedência antes de mudar de pista para ultrapassagem, calculando a distância do veículo e o tamanho do grupo para que não haja redução de velocidade de cruzeiro e, muito menos, “quebra” da formação.
·Sinaliza com antecedência, também, antes de entrar em vias, para evitar que alguém perca a entrada.
·Vai para a faixa da direita para dar ultrapassagem a veículos mais rápidos apenas quando tiver espaço suficiente para o grupo todo entrar, e analisa se é cabível mudar de faixa naquele momento, ou aguardar para que a pista da direita esteja mais livre, para não ter diminuição de velocidade.
· Nesse caso, quando todos estão com seta para a direita, o ponteiro contesta mantendo seta para esquerda indicando que ainda não é o momento de dar passagem.
4. O Ferrolho
·O ferrolho é tão ou mais importante que o ponteiro para a boa condução do grupo na estrada, principalmente grupos grandes.
·Segura os veículos que porventura quiserem ultrapassar o grupo e, quando for possível a ultrapassagem, deve sinalizar com o pisca para direita. Após todo o grupo ter mudado de faixa, o ferrolho também muda, liberando o veículo. Se perceber que ninguém está dando a seta, deve fazer sinal com o farol alto para que todos à frente percebam.
· Do mesmo jeito, assim que o ponteiro der seta para esquerda, o ferrolho deve entrar à esquerda para segurar os veículos, e sinalizar para o resto do grupo a pista livre.
· Ao perceber algum problema com o grupo, deve acelerar até o ponteiro e comunicar. Esse comportamento só deve ser adotado em caso de problemas que não obriguem a paradas ou a redução de velocidade do bonde – nesses casos, é melhor que o bonde reduza, ou pare, e que o ponteiro controle esse comportamento pelo retrovisor.
5. Miolo/Meio
Deverão indicar para os de trás, as sinalizações de pisca, situação de estrada e sinais gerais (entrar à esquerda ou à direita, com o braço, formação única, etc.) feitas pelo ponteiro, além de não permitir, até onde sua segurança e a do bonde não sejam comprometidas, que outro veículo entre no meio da formação.
Particularmente importante é a reprodução dos sinais de pisca-pisca, principalmente do ferrolho, para que o ponteiro fique sabendo o que o ferrolho sinalizou.
6. Manobras básicas
Alguns grupos mantêm a mesma formação durante todo o percurso. Nossa opção é deixar cada um tomar a formação que quiser, alternando o MEIO, porem mantendo o PONTEIRO e o FERROLHO, salvo segunda ordem. Algumas pessoas gostam de dar esticadas com a moto, seja para tirar fotos ou simplesmente querer correr um pouco mais, sendo necessário sair da formação do grupo. Isso pode ser feito sem nenhum problema, bastando apenas avisar ao PONTEIRO com o devido sinal (ver sinais abaixo).
Do mesmo modo, os que precisarem parar para atender ao telefone, ajeitar algo que está incomodando ou qualquer coisa do gênero, que não necessite de muito tempo, deverá avisar ao Ponteiro e ao Ferrolho que irá encostar e ficar um pouco para trás, sem necessidade de parar todos. O Ponteiro deverá então diminuir a velocidade de cruzeiro, até que a pessoa que precisou parar o alcance e indique que já está de volta no grupo.
É importante que, quem parou, avise o Ponteiro que já regressou ao grupo, pois, sem esta informação o Ponteiro irá manter a velocidade baixa, e ficará preocupado com a demora do integrante.
Ultrapassagens
Quando o ponteiro precisar mudar da faixa da direita para a da esquerda, para fazer uma ultrapassagem, ele deve ligar a seta para a esquerda, e todo o resto do grupo faz o mesmo. Entretanto, ninguém muda de faixa até que o ferrolho entrar primeiro na esquerda, para impedir que algum carro passe, e indique que o grupo todo pode mudar de faixa em segurança.
Retorno à faixa da direita
Quando o ferrolho indicar que o grupo precisa ir para a direita, para dar passagem, liga a seta para a direita, e todos devem fazer o mesmo. A penúltima moto deve entrar para a direita assim que o ponteiro der seta também, para impedir que algum carro ultrapasse pela direita. Após todos entrarem, o ferrolho libera a passagem.
Ultrapassagens em estradas de mão dupla
Nesse caso, é praticamente impossível assegurar espaço suficiente para que todo o bonde ultrapasse em bloco. A seqüência deve ser:
· O Ponteiro sinaliza (pisca-pisca) a ultrapassagem e a realiza.
· Após passar o veículo ultrapassado, ele permanece na esquerda, com o pisca esquerdo ligado, enquanto não houver veículo vindo em sentido contrário, de forma a sinalizar aos motociclistas seguintes do bonde que eles podem ultrapassar.
·Quando ele voltar para a direita, as motos que ainda não ultrapassaram devem imediatamente deixar de tentar a ultrapassagem.
·Se possível (experiência e visibilidade) o último motociclista do bonde que já ultrapassou deve se colocar na faixa da esquerda (de forma análoga ao descrito acima para o ponteiro) para indicar ao restante do bonde que pode ultrapassar.
·Se necessário, o Ponteiro deve reduzir a velocidade, até ter certeza que todo o bonde ultrapassou. Entretanto, essa redução de velocidade não pode ser tal que acabe não deixando espaço à frente do veículo ultrapassado para entrada das motos que vêm de trás.
Visando melhor segurança durante uma viagem em grupo, com diversas motos, alguns padrões de sinais podem ser úteis na comunicação entre os membros do grupo.
O sinal deve ser preferencialmente feito com a mão esquerda - que é a mais "livre" durante a pilotagem.
Sinais utilizados em bondes de viagens
1) A mão e o braço esticado sobem e descem sucessivamente:
Perigo, atenção. Reduzir a velocidade.
2) Braço esquerdo dobrado sobre o capacete com a mão apontando para a direita:
Atenção, reduzir para entrar à direita.
3) Com o braço para cima, indicar o “número 2” com os dedos:
Voltar à formação normal (fila dupla alternada).
4) Com o braço esquerdo para baixo, fazendo círculos com o dedo indicador:
Polícia à frente. Reduzir velocidade / Atenção.
5) Apontar com o pé esquerdo para o asfalto:
Buraco, óleo ou outro tipo de obstáculo, do lado que foi indicado. Reduza a velocidade e procure desviar (quando possível).
6) Apontar com o pé direito para o asfalto:
Buraco, óleo ou outro tipo de obstáculo, do lado que foi indicado. Reduza a velocidade e procure desviar (quando possível).
7) Mão esquerda apontada para cima e espalmada:
Atenção, situação de emergência à frente, exigindo cautela e redução de velocidade imediata.
8) Com o braço para cima, indicar o “numero 1” com o dedo (em cima do capacete):
Todos deverão assumir a formação de fila indiana única.
9) Braço esquerdo apontado para a esquerda:
Atenção, reduzir para entrar à esquerda - o piloto deve sinalizar com o braço e acionar o pisca esquerdo em seguida.
Quando o grupo parar em posto de combustível, parar as motos na bomba a 45º, de frente para a mesma. Com isso se ganha espaço e tempo, pois conseguirá abastecer de três a quatro motos sem manobras.
Sinais Noturnos Como a noite os sinais manuais não podem ser vistos, eles são feitos com luzes e a sinalização de obstáculos a frente fica praticamente nula, caso não conheça a estrada, reduza a velocidade para maior segurança do grupo. 1 Reduzir velocidade: Piscar a luz de freio algumas vezes 2 Parada a frente: Piscar a luz de freio 3X e após acionamento continuo. 3 Problemas com a moto: Piscadas de farol alto e baixo, nunca apaguem toda iluminação da moto. 4 Piscas intercalados de um lado para outro continuamente: Não esta chamando pra pega, como alguns acham, o piloto pode estar agradecendo alguma informação passada, ou simplesmente dizendo "Estou com você"
OS DOZE MANDAMENTOS DO MOTOCICLISTA
Enquanto as autoridades procuram meios de fazer uma campanha que atinja de forma eficaz todos os motociclistas, algumas dicas básicas – e de conhecimento de grande parte da categoria – devem ser seguidas por aqueles que não querem fazer parte das estatísticas de mortes nas estradas.
A Associação Brasileira de Motociclistas (Abram) tem uma lista com "Doze Mandamentos" para a segurança dos motociclistas nas ruas e nas estradas brasileiras:
1 – Mantenha a motocicleta sempre em ordem
Verifique a calibragem e o estado geral dos pneus; cheque o funcionamento do farol, setas, lanterna e luz de freio; verifique o cabo, lonas, ou pastilhas, fluido e a regulagem se for freio hidráulico; confira o cabo, e a regulagem da folga ideal do sistema hidráulico; revise os amortecedores traseiros e as bengalas dianteiras quanto a vazamentos; verifique a vela, cachimbo e cabo; troque periodicamente o conjunto de coroa, corrente e pinhão; tenha sempre a mão a CNH, DUT, IPVA e o seguro obrigatório; utilize o protetor de pernas ("mata-cachorro”) e a antena anti-cerol.
2 – Pilote utilizando equipamentos de segurança
Capacete aprovado pelo Inmetro; calça e jaqueta de tecido resistente (preferencialmente de couro); botas ou sapados reforçados e luvas (de preferência de couro).
3 – Reduza a velocidade
Quanto menor a velocidade, maior será o tempo disponível para lidar com o perigo de uma condição adversa ou situações inesperadas, como mudança súbita de trajetória de outro veículo.
4 – Atenção e concentração
O ato de pilotar motocicletas exige muita atenção do motociclista, por isso evite se distrair.
5 – Respeite a sinalização de trânsito
Conheça e respeite os sinais e as placas de trânsito.
6 – Cuidado nos cruzamentos
Os cruzamentos são os locais de maior incidência de acidentes de trânsito, então redobre a atenção e reduza a velocidade ao se aproximar dos mesmos, principalmente nos cruzamentos sem sinalização de semáforos.
7 – Cuidado nas ultrapassagens
Sinalize as manobras com antecedência, e certifique-se de que você realmente foi visto pelo motorista a ser ultrapassado. Tenha cuidado ao passar entre veículos, principalmente ônibus e caminhões.
8 – Cuidado com pedestres
Lembre-se de que o pedestre tem prioridade no trânsito urbano. Seja cordial e fique alerta para os pedestres desatentos, principalmente crianças e idosos.
9 – Seja visto
Ao pilotar à noite, use roupas claras e com materiais refletivos. Se estiver em rodovia, ligue o pisca alerta.
10 – Alcoolismo
Está comprovado que bebida e direção não combinam. Então, se beber, não pilote. Fique vivo no trânsito.
11 – Mantenha distância
É imprescindível manter uma distância segura dos veículos à frente (cerca de cinco metros), principalmente em avenidas e rodovias.
12 – Cuidado com a chuva
Redobre a atenção, reduza a velocidade e evite freadas bruscas; lembre-se de que nestas condições o tempo de frenagem é duas vezes maior que o normal.
Ponteiro ou Guia: Motociclista que irá à frente do grupo nos seus deslocamentos.
Critérios de escolha do Guia: conhecer melhor o trajeto a ser percorrido, ser experiente.
Atribuições do Guia: manter a velocidade previamente acertada; sinalizar ao grupo eventuais obstáculos; alertar sobre as paradas combinadas
O Momento da Bobeira
Parece incrível, mas é verídico: boa parte dos acidentes de moto acontece a menos de 10 minutos de distância do ponto de partida ou de chegada, devido a distrações na pilotagem. Em parte, isso se explica pela excitação no momento da partida ou certo relaxamento já próximo ao destino. Portanto, dentro de um território conhecido.
Uma das melhores maneiras de se concentrar é estar plenamente ciente de que a viagem realmente já começou, ou ainda não acabou. Mesmo que as ruas e avenidas ainda, ou já, sejam familiares, procure imaginá-las como se fossem de uma localidade distante, observando toda a movimentação à sua volta constantemente. Dê atenção especial aos cruzamentos e semáforos. Problemas pessoais ou assuntos pendentes de resolução devem ser esquecidos durante a pilotagem. Procure "desligar-se" desses pensamentos, concentrando-se no caminho que terá pela frente. Aproveite que você está fazendo o que gosta e esqueça os problemas.
Outras Dicas Importantes
Se necessário, leve mapas ou cópias de guias rodoviários com indicações de entroncamentos rodoviários e entradas e saídas das cidades desconhecidas. Procure decorá-los. Mas, se precisar consultá-los durante a viagem, lembre-se de estacionar em local seguro. Geralmente, postos de gasolina ou da polícia rodoviária são locais apropriados para essas paradas e os funcionários poderão ajudar com informações.
Nos primeiros quilômetros, procure sentir as reações da moto em frenagens, curvas, acelerações, verificando se tudo funciona corretamente. Confira se a bagagem está bem acomodada e segura. Se alguma anormalidade for anotada, corrija antes de iniciar realmente a viagem. Não se arrisque a problemas na estrada.
As massas utilizadas nas extremidades do guidão servem para aumentar a sensibilidade e o controle das oscilações e vibrações do guidão, beneficiando inclusive a maneabilidade da motocicleta.
A velocidade de cruzeiro ideal de uma motocicleta é entre 50 e 75% da sua velocidade real máxima. Não ande em velocidade muito baixa, evitando muitos sustos e surpresas com os carros, porém não exagere, mantenha a velocidade compatível com seu conhecimento e experiência, procurando manter total segurança. Segurança sempre em primeiro lugar.
Mantenha o farol baixo sempre ligado, mesmo de dia, mas bem regulado, para não atrapalhar a visão dos outros veículos. Se for andar muito rápido, ligue o farol alto. Como a motocicleta é um veículo pequeno, isso ajudará os outros veículos a lhe notar no trânsito, aumentando a sua segurança.
Início da chuva é uma das horas de maior ocorrência de acidentes, pois, a quantidade de água ainda não foi suficiente para lavar a pista e, ao se misturar com resíduos de óleo e poeira, forma-se uma "borra" muito escorregadia. NÃO FREIE BRUSCAMENTE NA CHUVA e nunca freie só com o freio dianteiro se estiver em piso escorregadio.
Em caso de pista molhada, ande utilizando as marcas deixadas pelos pneus dos carros. Nessas marcas a quantidade de água no asfalto é menor, e a aderência do pneu melhora.
Na chuva, com a pista molhada, suspeita de areia ou óleo, ao fazer curvas evite deitar a moto. Saia levemente do banco, compensando a inclinação da moto. Cuidado com poças de água, pois podem esconder buracos ou pedras. Diminua a velocidade e evite passar sobre elas.
Quando o trânsito estiver parado, preste atenção nos pedestres que atravessam a pista fora da faixa de segurança.
Não fique muito perto de ônibus de turismo e interestadual, porque você pode virar o alvo da descarga dos banheiros.
Cuidado com a sujeira que se forma na margem da estrada. Pode-se escorregar ou levar pedrada de um veículo à sua frente, que passou em cima da sujeira. Mantenha distância deles. Em congestionamentos, é essencial manter a prudência e a velocidade baixa, trafegando no máximo a 20 Km/h, pois, com essa velocidade, é possível ter reflexos mais rápidos para quaisquer imprevistos que possam surgir. No trânsito sobrecarregado redobre a atenção e diminua a velocidade, pois os automóveis podem mudar de faixa sem prévia sinalização.
A "confiança" pode levar a um acidente. Nunca deixe de estar atento ao pilotar sua motocicleta, até chegar ao seu destino, mantendo sua postura e memorizando o trajeto a seguir.
Quem erra mais facilmente é aquele que acha que já sabe pilotar muito bem. Um pouco de medo sempre ajuda muito.
Sempre permaneça em local visível aos motoristas. Trafegar do lado esquerdo, mantendo distância do automóvel a sua frente é ideal.
Ao trafegar por vias onde os veículos estão estacionados, ou ônibus parados no ponto, diminua a velocidade, prestando muita atenção, pois, pedestres podem aparecer inesperadamente para atravessar a rua.
Nunca se envolva em discussões no trânsito, mesmo se você estiver 100% com a razão. Já aconteceu de pilotos pararem o outro veículo para reclamar da forma de dirigir perigosa do motorista e esse sair do carro com arma na mão.
O capacete é um equipamento de uso obrigatório e muito importante para a sua segurança. Use sempre cores claras e nunca deixe de prendê-lo. Capacete aberto é só para praia, andando a menos de 60 km/h.
A motocicleta sempre deve estar em boas condições para trafegar, preste atenção na parte elétrica, mecânica e pneus. Faça uma inspeção periódica toda vez que for sair com sua motocicleta (óleo, calibragem, lubrificação da corrente, etc.).
Quando for sair de moto, tenha responsabilidade, e se for levar alguém em sua garupa, tenha o dobro de atenção, pois, a vida da outra pessoa está em suas mãos.
Ao se deparar com um obstáculo (como buraco ou lombadas) em alta velocidade, procure frear até próximo do mesmo, mas, transponha o obstáculo com os freios soltos, deixando para frear novamente após o obstáculo. O impacto de obstáculos com as rodas presas é maior.
Alguns motoristas geralmente dão passagem às motos grandes. Sempre agradeça o gesto dando uma leve buzinada.
Quando cruzar com outros grupos, ou por companheiros de estrada, cumprimente-os, isso é importante.
Código de Trânsito Brasileiro, Art. 29, XII, § 2º. – Respeitadas as normas de circulação e conduta estabelecidas neste artigo, em ordem decrescente, os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres

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